Blogagem coletiva: Viagens da nossa infância

Participo de um grupo muito legal no facebook, chamado viagens em família. Em homenagem ao dia das crianças, os participantes do grupo resolveram fazer uma blogagem coletiva sobre as viagens de nossa infância. Como eu estava viajando com os meninos, terminei me atrasando…. mas vamos lá!

Nasci em 1972, em São Paulo, na capital. Ainda grávida, achei umas fotos da minha mãe na praia (será que é por isso que eu amo praia??). São as primeiras viagens minha que achei por aqui, ainda na barriga.

Eu na barriga da minha mãe na praia!!

Quando bem pequena, meus pais nos levavam para Águas de lindóia (lembro até hoje daqueles potinhos coloridos para colocar água e beber). Lembro brevemente de termos ido para Campos do Jordão também. Mas, na verdade, as viagens que mais me marcaram foram a partir de 1978.  Tenho algumas poucas e boas lembranças de quando morávamos em SP. Uma lembrança ruim foi de termos chegado em casa uma vez e encontrado tudo aceso. Eram ladrões que tinham entrado e levado muita coisa (inclusive, uma sandália branca que eu detestava).

Acho que isso assustou meus pais. Morávamos em Interlagos e me pai recebeu uma proposta para trabalhar no Recife. Ele disse para minha mãe que ia ganhar 3 vezes mais (na verdade, era a metade, mas ele estava doidinho para vir). Minha mãe fazia doutorado na USP, já com 3 filhas (eu com 5 anos, uma com 3 e outra com 1) e resolveu vir com ele. Hoje ela diz que foi a melhor coisa da vida dela!!

Então, desembarcaram no Recife meu pai, minha mãe e 3 filhas sem conhecer ninguém. Lembro que até para telefonar era complicado, pois tinha apenas um orelhão em frente ao Bompreço de Boa Viagem e fazia fila para ligarmos para meus avós.

Nos meus avós… (Não achei a foto)

Durante as férias,  muitas vezes íamos de avião sozinhas (ou em duplas – 2 irmãs) para São Paulo. Ficávamos na casa dos meus avós e era muito bom. Época de rever os primos, fazíamos novas amizades nos prédios. Ainda hoje me lembro do meu avô (vovô França, um húngaro imigrante) nos mandando escolher um chocolate da caixa da garoto. Ele tinha muita história para contar: foi prisioneiro na união soviética, lutou na primeira guerra mundial (quando perdeu uma visão) e ajudou a construir a transiberiana. Depois fugiu para o Brasil. Minha vó Pirosca fazia umas compotas de pera e pêssego maravilhosas.

Ficávamos na casa da avó Helena (viva até hoje, com 89 anos) e vovô Rocha. Nos aguentavam durante as férias e fazíamos vários passeios legais com os primos Fabinho e Klaus. A casa das minhas primas Karina e Lupe também era reduto frequente de encontro. Até hoje lembro como minha tia cozinhava bem!! Tinha uma piscina bem legal no fundo da casa e adorávamos! O Simba safari era um dos meus passeios favoritos.

Painho e eu…

Depois de uns 2 anos aqui no Recife, meus pais fizeram alguns amigos e resolveram comprar juntos um ônibus!!!! Já pensou?? O objetivo era acamparmos nas praias desertas à época. Tamandaré, Porto de Galinhas, São José da Coroa Grande e outras. Eram umas 8 famílias diferentes que se reuniam e iam passar alguns dias na praia. Até hoje lembro do gosto do leite com Nescau dos acampamentos. Havia uma tenda central para as refeições e as barracas no entorno. Os banheiros eram muito engraçados, perfurados ali na terra mesmo, com uma tenda em volta. Uma vez vimos umas luzes (para nós, crianças, discos voadores) e foi uma farra só. Minha irmã diz até hoje que eram óvnis de verdade!! Depois as famílias venderam o ônibus e paramos de acampar. Mas era muito divertido!!

SP é muito bom!!!

Umas duas vezes fomos de carro com meus pais até São Paulo parando em diversos locais. Acho que foi em 82 e em 84, por aí. Da última vez, duas primas minhas (Lupe e Karina) e uma amiga delas resolveram vir para Recife voltamos de ônibus. Como era no mês de janeiro (e na época obviamente não havia celular), nossos pais não tinham como entrar em contato conosco. Era uma prima de 18, uma amiga de 18, uma prima de 15 e eu com 14 . Por causa das chuvas, o ônibus ficou parado várias horas em Minas Gerais. Meus pais ficaram nos esperando por horas na rodoviária e nada de notícias. Foi um desespero total.

Outros passeios legais que fizemos foram nas colônias de férias do SESC em Salvador e em Belo Horizonte. Meus pais fizeram amizade com um casal de Brasília e marcávamos de nos encontrar. Mas, no final da fase pré-adolescente, o melhor mesmo foi quando meus pais resolveram comprar uma casa na praia. Queriam comprar no litoral norte, mas eu, como era surfista, insisti que deveríamos ir para Porto de Galinhas (que na época ninguém conhecia). Na final da copa de 1986 estávamos lá, na casa de Porto, fechando a compra.  A casa era uma farra só, vivia cheia de amigos e amigas, todos os finais de semana. A gente acabava com um pote grande de margarina em 2 dias, de tanta gente! Só não conseguíamos chegar lá quando estava chovendo, pois alagava toda a estrada para lá. Apesar de Porto estar totalmente diferente (eu preferia como era antes), ainda é ponto de encontro da família e amigos.

Já na adolescência, o que marcou foi o intercâmbio. Fui atrás do intercâmbio do Rotary, pois a gente não conhecia nada, e terminei sendo da segunda turma de outbounds do Recife. Morei em Fargo, Dakota do Norte em 1987, na época que ainda se pagava imposto compulsório!!!

Acho que estas viagens me inspiraram a ser uma apaixonada por viajar e fui muito feliz!!

Obrigada meus pais, irmãzinhas, primas, tios e avós, pelos momentos tão legais!!

Espero que consiga proporcionar estes mesmos momentos legais para os 3 filhotes!!

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